sábado, 9 de julho de 2011

Moody's wanted, dead or alive

Nos últimos dias, a agência Moody’s tornou-se, num fenómeno flagrante e imediato, um inimigo proeminente dos portugueses, por ousar atentar contra as esperanças na nossa eventual recuperação económica e financeira. De resto, os movimentos populistas nas redes sociais multiplicam-se e propagam-se à velocidade inversamente proporcional do ritmo de trabalho do português médio.

Vítor Bento teve uma participação sóbria e sagaz na interpretação deste recente episódio: ver. Aliás, creio que os contornos nos quais a Moody’s consubstanciou o seu parecer não estão devidamente definidos na mente da maior parte da população em geral. Não foi Portugal que foi considerado lixo; foi, isso sim, a sua dívida pública. É meramente um indicador, que interessa a quem quiser e que segue quem assim bem o entender. É, nada mais, nada menos, esse o intuito destas agências, que por estes dias parece um exercício profano e repugnante. A razão pela qual esta instrução deverá ter causado tanta celeuma será precisamente pelo facto de a Moody’s granjear de algum prestígio neste contexto analítico, a par da Fitch Ratings e da Standard & Poor's, e de as suas informações prestadas tenderem a consumar-se mais vezes certas que erróneas.

Quem não concordar com a avaliação, mais que ficar na típica posição de “a minha filha é feia mas se alguém disser que não é bonita leva um murro nas trombas, que ela apesar de tudo é uma princesa!”, terá como válida alternativa pegar nas suas poupanças e investir na dívida pública portuguesa. Mas isso por certo ninguém fará.

2 comentários:

Ana Camacho disse...

Concordo totalmente com o Vítor Bento de que, em vez de só criticarmos (nomeadamente nas cartas), devíamos contra-argumentar com factos. E tb concordo ctg quando dizes que os movimentos explodem de forma inversa ao trabalho! Mas não se pode generalizar. O nosso problema não são essas págs do face, é mesmo a concepção que muitos dos portugueses tem do trabalho.

Mas não concordo quando falas de prestígio das agências de rating nem das previsões se consumarem mais vezes certas do que erradas. Até se podem consumar certas mais vezes, mas quando se mostram erradas, erram redondamente! Como foi no caso do rating (não sei se era o mais elevado) da Lehman Brothers que na semana seguinte faliu...

PS: (desabafo) o nosso PR é mesmo useless

Ana Camacho disse...

Concordo totalmente com o Vítor Bento de que, em vez de só criticarmos (nomeadamente nas cartas), devíamos contra-argumentar com factos. E tb concordo ctg quando dizes que os movimentos explodem de forma inversa ao trabalho! Mas não se pode generalizar. O nosso problema não são essas págs do face, é mesmo a concepção que muitos dos portugueses tem do trabalho.

Mas não concordo quando falas de prestígio das agências de rating nem das previsões se consumarem mais vezes certas do que erradas. Até se podem consumar certas mais vezes, mas quando se mostram erradas, erram redondamente! Como foi no caso do rating (não sei se era o mais elevado) da Lehman Brothers que na semana seguinte faliu...

PS: (desabafo) o nosso PR é mesmo useless