sábado, 23 de julho de 2011

Foiçada


Amy Winehouse, cantora com um sobrenome dotado de uma sagaz ironia, morreu hoje aos vinte e sete anos. Um final que, sendo surpreendentente pela idade da cantora, faz todo o sentido, conhecido o seu passado auto-destrutivo, que o talento tende terrivelmente a provocar, e cuja história nos diz ser permaturamente fatal para muitos artistas.
Tomislav Ivic, Salvador Caetano, Maria José Nogueira Pinto, Sandro Angélico Vieira, Diogo Vasconcelos e, agora, Amy Winehouse. O último mês tem sido profícuo em mortes mediáticas, como se algo cósmico tivesse utilizado o reconhecimento destes seres agora falecidos para nos lembrar que não estamos a salvo e que se há distinção entre os famosos e nós, reles mortais, a culpa é da espécie humana. A morte, essa, não discrimina.

Sem comentários: